sábado, 29 de agosto de 2009
Contenda na Câmara
Câmara Municipal de Itapeva, se colocar lona vira circo, se colocar cerca vira Ring de Luta Livre, é assim que alguns vereadores exercitam seus mandatos atualmente, a exemplo de dois deles que pertencem à mesma família e ainda não lhes acenderam as lamparinas do juízo, pois se atacam mutuamente utilizando se da tribuna como se ainda estivessem em campanha eleitoral, nem é preciso dizer que este tempo esta sendo patrocinado por todos nós eleitores contribuintes de impostos. Vem aqui um apelo para que comecem os trabalhos deixando as divergências de lado e que este trabalho seja em prol do bem estar do cidadão Itapevense.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Carta aberta, de Eliane Sinhasique
CARTA ABERTA A RENATO ARAGÃO......REPASSEMMMMMM
QUE TAL DEIXARMOS DE SER IDIOTAS?
PS: Gosto de pessoas com coragem de dizer aquilo que pensam
( Geraldo Bueno)
REPASSEM MESMOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.
Nota DEZ para essa mulher. Parabéns!
Quinta, 23 de maio de 2009.
Querido Didi,
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?
Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...
No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da 'minha' doação, que a 'minha' doação faz toda a diferença... Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias..
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.
PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.
PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?
MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA....
isto deveria chegar em Brasilia.
QUE TAL DEIXARMOS DE SER IDIOTAS?
PS: Gosto de pessoas com coragem de dizer aquilo que pensam
( Geraldo Bueno)
REPASSEM MESMOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.
Nota DEZ para essa mulher. Parabéns!
Quinta, 23 de maio de 2009.
Querido Didi,
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?
Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...
No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da 'minha' doação, que a 'minha' doação faz toda a diferença... Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias..
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.
PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.
PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?
MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA....
isto deveria chegar em Brasilia.
sábado, 22 de agosto de 2009
Conselho da Falta de Ética pelo Poder
Vivemos num tempo em que ser ético é estar fora da moda, pois a formula para continuar no poder não contem os princípios da ética, e por estas e outras razões nosso país fica a deriva de uma meia dúzia de pessoas que estão hoje no poder, e infelizmente mesmo que o povo vá as ruas para se manifestar contra o golpe antiético e corrupto que hoje nos envolve, pouco será mudado, porém isto não justifica ficarmos de braços cruzados ante os fatos atuais.
sábado, 8 de agosto de 2009
Psalms 1-41
Blessed is the man
who does not walk in the counsel of the wicked
or stand in the way of sinners
or sit in the seat of mockers.
2 But his delight is in the law of the Lord,
and on his law he meditates day and night.
3 He is like a tree planted by streams of water,
which yields its fruit in season
and whose leaf does not wither.
Whatever he does prospers.
4 Not so the wicked!
They are like chaff
that the wind blows away.
5 Therefore the wicked will not stand in the judgment,
nor sinners in the assembly of the righteous.
6 For the Lord watches over the way of the righteous,
but the way of the wicked will perish
who does not walk in the counsel of the wicked
or stand in the way of sinners
or sit in the seat of mockers.
2 But his delight is in the law of the Lord,
and on his law he meditates day and night.
3 He is like a tree planted by streams of water,
which yields its fruit in season
and whose leaf does not wither.
Whatever he does prospers.
4 Not so the wicked!
They are like chaff
that the wind blows away.
5 Therefore the wicked will not stand in the judgment,
nor sinners in the assembly of the righteous.
6 For the Lord watches over the way of the righteous,
but the way of the wicked will perish
sábado, 25 de julho de 2009
Lei 9840- Denuncie a corrupção eleitoral
A Lei 9840 foi criada em 1999 para
combater a compra de votos e o
uso da máquina administrativa
durante o período eleitoral.
Mas o interessante é que ela foi
criada com a força da população
brasileira, que se organizou para
coletar mais de um milhão de assinaturas,
tornando a Lei 9840 a primeira lei de
iniciativa popular da história do País.
Lei Nº 9.840, de 28 de setembro de 1999
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar acrescida do seguinte
artigo:
–
"Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de
sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar,
ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer
natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura
até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e
cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art.
22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990."
Art. 2º O § 5º do art. 73 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar
com a seguinte redação:
–
"Art. 73 - ..........................................."
"§ 5º - Nos casos de descumprimento do disposto nos incisos I, II, III, IV e VI do
caput, sem prejuízo do disposto no parágrafo anterior, o candidato beneficiado,
agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma." (NR)
" ......................................................"
Art. 3º O inciso IV do art. 262 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 Código Eleitoral,
passa a vigorar com a seguinte redação:
–
"Art. 262 - ........................................."
"IV - concessão ou denegação do diploma em manifesta contradição com a prova
dos autos, nas hipóteses do art. 222 desta Lei, e do art. 41-A da Lei nº 9.504, de
30 de setembro de 1997." (NR)
Art. 4º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º – Revoga-se o § 6º do art. 96 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
José Carlos Dias
combater a compra de votos e o
uso da máquina administrativa
durante o período eleitoral.
Mas o interessante é que ela foi
criada com a força da população
brasileira, que se organizou para
coletar mais de um milhão de assinaturas,
tornando a Lei 9840 a primeira lei de
iniciativa popular da história do País.
Lei Nº 9.840, de 28 de setembro de 1999
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º A Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar acrescida do seguinte
artigo:
–
"Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de
sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar,
ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer
natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura
até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e
cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art.
22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990."
Art. 2º O § 5º do art. 73 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar
com a seguinte redação:
–
"Art. 73 - ..........................................."
"§ 5º - Nos casos de descumprimento do disposto nos incisos I, II, III, IV e VI do
caput, sem prejuízo do disposto no parágrafo anterior, o candidato beneficiado,
agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma." (NR)
" ......................................................"
Art. 3º O inciso IV do art. 262 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 Código Eleitoral,
passa a vigorar com a seguinte redação:
–
"Art. 262 - ........................................."
"IV - concessão ou denegação do diploma em manifesta contradição com a prova
dos autos, nas hipóteses do art. 222 desta Lei, e do art. 41-A da Lei nº 9.504, de
30 de setembro de 1997." (NR)
Art. 4º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º – Revoga-se o § 6º do art. 96 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
José Carlos Dias
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Heróis e vilões da crise ambiental
Bastam algumas horas de pesquisa para se constatar que, atualmente, a situação do meio ambiente é grave. Na opinião de estudiosos, o principal fator responsável por ela é a própria modernidade que, somada à globalização, impõe um estilo de vida considerado “ambientalmente insustentável”. O vilão? Para alguns, o capitalismo. Estes defendem que esta busca incansável pelo lucro e pelo “desenvolvimento” coopera cada dia mais com a destruição do planeta. Para outros, não tem conversa: o culpado é o próprio homem e a sua ambição descontrolada.
Para se ter uma idéia do que representa o estilo de vida atual do mundo, o doutor em Ciências Sociais e pesquisador de história ambiental, Mauro Leão Gomes, alerta: “Não seria possível, por exemplo, estender o mesmo nível de consumo de um americano de classe média para toda a população do mundo. Para isto seriam necessários cinco planetas iguais ao nosso em recursos naturais e energia”.
Mauro Leão defende que a mentalidade do ser humano ainda é a do consumo contínuo, sem a preocupação com os impactos das nossas ações. “Não pensamos efetivamente em reciclagem. Cada litro de óleo de soja que usamos nas nossas cozinhas pode ser transformado em um litro de biodiesel. Só com o aproveitamento deste óleo que jogamos nos ralos poderíamos movimentar, por exemplo, toda a frota de ônibus da cidade do Rio de Janeiro”, afirma.
Ele explica que o fato de as pessoas ainda não terem adquirido o hábito de preservar o meio ambiente através de pequenas atitudes - como fechar a água da torneira enquanto escovam os dentes ou durante o banho - contribui com esta degradação cada vez maior e mais rápida do planeta. “Existe uma desconexão entre o crescimento econômico e os limites físicos apresentados pela biosfera. Usamos muitos recursos naturais não renováveis como se fossem ilimitados, e não nos preocupamos de modo efetivo com a questão da reciclagem”, alerta.
Preocupar com o meio ambiente está na moda?
Tanto se falou em crise ambiental que já se tem um nome para a questão: uma junção dos termos “responsabilidade social” e “responsabilidade ambiental” resultou na expressão “responsabilidade societal”. E algumas empresas, para melhorarem a imagem que construíram ao longo dos anos ou, como forma de, indiretamente, aumentarem sua renda, adotam medidas de responsabilidade societal como estratégia de marketing, estampando isto em suas sacolas feitas de papel reciclado ou em embalagens de palitos de dentes “produzidos a partir de madeira de reflorestamento”.
Até aí, tudo bem. O problema surge quando as pessoas começam a pensar que tanta preocupação com o meio ambiente está na moda e, como toda tendência, um dia deverá passar. Mauro afirma que esta preocupação ainda insuficiente com a natureza “não é uma questão de moda e muito menos um exagero, como algumas nações do mundo, inclusive o Brasil, pensam”. Para ele, “o que se desenha no horizonte, hoje, é a pior crise estrutural já colocada para a humanidade. Algo muito mais sério que a atual crise econômica”. E completa: “Neste contexto, nosso atual modelo civilizatório não poderá ser mantido por muito tempo”.
A participação do cidadão comum
Considerando o risco ambiental que a Terra está passando, algumas atitudes de - pode-se dizer – higiene e educação deveriam ser tomadas pelas pessoas em casa e nas ruas. É como se fosse preciso assumir pequenos atos como “obrigação”, como separar o lixo para reciclagem, economizar água, utilizar eletrodomésticos e veículos com baixo consumo energético, dar preferência ao transporte coletivo em vez do automóvel, etc. “O mais importante”, alerta Mauro, “é que haja uma diminuição significativa no consumo de energia e de recursos naturais do planeta. E, para que isto ocorra, é necessário uma mudança no modo de vida do ocidente”.
Na opinião do pesquisador, a Igreja, por sua vez, pode ajudar, e muito. “As religiões são espaços de criação de práticas culturais, e assumem um papel importante no que se refere à educação ambiental, na medida em que líderes espirituais são formadores de opinião”, afirma.
Uma enquete publicada no site evangélico “Elnet” pergunta a opinião dos internautas quanto à participação das igrejas nas questões ambientais. O resultado é implacável: 90,4% das pessoas que responderam até o dia 12 de maio afirmam que a Igreja deve, sim, se envolver com o problema da crise ambiental, “pois estamos no mundo e devemos zelar pela criação de Deus”. Mas, o que estas mesmas pessoas têm feito dentro da própria casa? Como elas tratam o lixo que produzem? Evitam o uso de sacolas plásticas? Jogam lixo nas ruas? E, caso não façam nada disto, ensinam os filhos a não o fazerem, também?
“Quando, hoje, se fala em crise ambiental, não são apenas os aspectos físicos, biológicos e químicos das alterações do meio ambiente que vêm ocorrendo no planeta que estão em pauta. Ela é bem mais que isso. É uma crise da civilização contemporânea; é uma crise de valores, que é cultural e espiritual”, conclui Mauro
Para se ter uma idéia do que representa o estilo de vida atual do mundo, o doutor em Ciências Sociais e pesquisador de história ambiental, Mauro Leão Gomes, alerta: “Não seria possível, por exemplo, estender o mesmo nível de consumo de um americano de classe média para toda a população do mundo. Para isto seriam necessários cinco planetas iguais ao nosso em recursos naturais e energia”.
Mauro Leão defende que a mentalidade do ser humano ainda é a do consumo contínuo, sem a preocupação com os impactos das nossas ações. “Não pensamos efetivamente em reciclagem. Cada litro de óleo de soja que usamos nas nossas cozinhas pode ser transformado em um litro de biodiesel. Só com o aproveitamento deste óleo que jogamos nos ralos poderíamos movimentar, por exemplo, toda a frota de ônibus da cidade do Rio de Janeiro”, afirma.
Ele explica que o fato de as pessoas ainda não terem adquirido o hábito de preservar o meio ambiente através de pequenas atitudes - como fechar a água da torneira enquanto escovam os dentes ou durante o banho - contribui com esta degradação cada vez maior e mais rápida do planeta. “Existe uma desconexão entre o crescimento econômico e os limites físicos apresentados pela biosfera. Usamos muitos recursos naturais não renováveis como se fossem ilimitados, e não nos preocupamos de modo efetivo com a questão da reciclagem”, alerta.
Preocupar com o meio ambiente está na moda?
Tanto se falou em crise ambiental que já se tem um nome para a questão: uma junção dos termos “responsabilidade social” e “responsabilidade ambiental” resultou na expressão “responsabilidade societal”. E algumas empresas, para melhorarem a imagem que construíram ao longo dos anos ou, como forma de, indiretamente, aumentarem sua renda, adotam medidas de responsabilidade societal como estratégia de marketing, estampando isto em suas sacolas feitas de papel reciclado ou em embalagens de palitos de dentes “produzidos a partir de madeira de reflorestamento”.
Até aí, tudo bem. O problema surge quando as pessoas começam a pensar que tanta preocupação com o meio ambiente está na moda e, como toda tendência, um dia deverá passar. Mauro afirma que esta preocupação ainda insuficiente com a natureza “não é uma questão de moda e muito menos um exagero, como algumas nações do mundo, inclusive o Brasil, pensam”. Para ele, “o que se desenha no horizonte, hoje, é a pior crise estrutural já colocada para a humanidade. Algo muito mais sério que a atual crise econômica”. E completa: “Neste contexto, nosso atual modelo civilizatório não poderá ser mantido por muito tempo”.
A participação do cidadão comum
Considerando o risco ambiental que a Terra está passando, algumas atitudes de - pode-se dizer – higiene e educação deveriam ser tomadas pelas pessoas em casa e nas ruas. É como se fosse preciso assumir pequenos atos como “obrigação”, como separar o lixo para reciclagem, economizar água, utilizar eletrodomésticos e veículos com baixo consumo energético, dar preferência ao transporte coletivo em vez do automóvel, etc. “O mais importante”, alerta Mauro, “é que haja uma diminuição significativa no consumo de energia e de recursos naturais do planeta. E, para que isto ocorra, é necessário uma mudança no modo de vida do ocidente”.
Na opinião do pesquisador, a Igreja, por sua vez, pode ajudar, e muito. “As religiões são espaços de criação de práticas culturais, e assumem um papel importante no que se refere à educação ambiental, na medida em que líderes espirituais são formadores de opinião”, afirma.
Uma enquete publicada no site evangélico “Elnet” pergunta a opinião dos internautas quanto à participação das igrejas nas questões ambientais. O resultado é implacável: 90,4% das pessoas que responderam até o dia 12 de maio afirmam que a Igreja deve, sim, se envolver com o problema da crise ambiental, “pois estamos no mundo e devemos zelar pela criação de Deus”. Mas, o que estas mesmas pessoas têm feito dentro da própria casa? Como elas tratam o lixo que produzem? Evitam o uso de sacolas plásticas? Jogam lixo nas ruas? E, caso não façam nada disto, ensinam os filhos a não o fazerem, também?
“Quando, hoje, se fala em crise ambiental, não são apenas os aspectos físicos, biológicos e químicos das alterações do meio ambiente que vêm ocorrendo no planeta que estão em pauta. Ela é bem mais que isso. É uma crise da civilização contemporânea; é uma crise de valores, que é cultural e espiritual”, conclui Mauro
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
O Disk-Moto deve ser regularizado em Itapeva
Particularmente sou a favor da regulamentação da categoria de Disk Motos, porém como se trata do transporte de vidas acredito que algumas regras deveriam ser impostas, por exemplo: um seguro obrigatório contra terceiros no caso de acidentes para cobrir custos médico- hospitalar aonde o consumidor ou até mesmo outra pessoa venha a sofrer um acidente; seguro de vida contra terceiros daria um incremento a esta questão. Outro importante ponto seria um curso de direção defensiva e primeiros socorros o qual seria feito a reciclagem em determinado tempo, os interessados deveriam obter os cursos e habilitações e somente com a liberação da secretaria dos transportes através de um Alvará especial poderiam ser recrutados em Disk- Motos da cidade.
Geraldo Bueno
Geraldo Bueno
Onibus movido a Hidrogenio em São Paulo
Lançado nesta quarta-feira em São Bernardo do Campo (SP), o primeiro ônibus movido a hidrogênio da América Latina e do Hemisfério Sul deve começar a atender passageiros em agosto. Ele rodará no corredor São Mateus-Jabaquara (bairros de São Paulo) terá o mesmo preço de um veículo comum.
O coletivo não emite nenhum tipo de poluição: no lugar de CO2 e outros poluentes dos carros comuns, produz água. Além disso, proporciona o conforto de ar-condicionado, vidros escuros e bancos estofados aos usuários e funcionários.
Primeira motorista a dirigir o coletivo, Andréia Fazolin conta que às vezes é difícil diferenciar quando o ônibus a hidrogênio está ligado de quando está desligado, de tão silencioso que é. Outra diferença, para os motoristas, será o computador de bordo, que terá uma tela ao lado do volante, por onde eles controlarão o uso das duas células de hidrogênio (que “tiram” a energia do hidrogênio) e da bateria do carro, além precisarem acioná-lo para ligar o coletivo.
Junto com a China, o Brasil é o único país emergente a fazer o projeto do coletivo a hidrogênio sair do papel, de um conjunto de cinco nações em desenvolvimento para as quais o GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente) se dispôs a financiar a tecnologia. Os outros países (Índia, Egito e México) não levaram o projeto adiante. Alemanha, Japão, EUA e Holanda também são capazes de produzir ônibus semelhantes.
Os trabalhos da China e do Brasil, porém, têm uma diferença importante. Enquanto os chineses importaram da Europa o projeto do ônibus a hidrogênio pronto, o Brasil desenvolveu o seu veículo dentro do país, juntando tecnologia nacional e internacional. Apesar da importação de componentes importantes (como a célula onde acontece a reação química que tira energia do hidrogênio), o chassi do coletivo, por exemplo, foi desenvolvido aqui, assim como a montagem do ônibus. O fato de ter incluído a tecnologia nacional no processo transforma o Brasil no único país emergente a ter um modelo de ônibus movido a hidrogênio. Além disso, o veículo brasileiro é o mais barato do mundo, segundo Agenor Boff, diretor da Tuttitransporti, uma das empresas responsáveis pela construção do ecoônibus.
Para que esta comercialização seja viável, é preciso baratear o custo de fabricação do ônibus, ainda muito caro. Após os testes com o coletivo lançado hoje, devem ser construídos mais três carros, o que deve baratear um pouco o processo. "Esta tecnologia nascente tem que ser ajudada como uma criança", disse o governador de São Paulo, José Serra, também presente no evento de lançamento. O diretor da Tuttotransporti, se entusiasmou com a abundância do composto: “Este projeto só tem começo, não tem fim. O pré-sal, por exemplo, tem fim.”
O ônibus lançado hoje é fruto de um trabalho de cinco anos que tem o apoio do PNUD, e envolve ainda Ministério do Meio Ambiente, EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), e GEF.
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